Para advogados de direitos humanos, o recolhimento do DNA é “deplorável” porque permite ao governo vigiar as crianças pelo resto de suas vidas. Alguns apontam que seria impossível que as crianças separadas de seus pais — às vezes com dois meses de idade — fornecessem algum consentimento para ter seu material genético recolhido.

A separação de famílias de imigrantes e a política de “tolerância zero” na fronteira dos Estados Unidos com o México gerou fortes críticas ao governo de Donald Trump. O presidente chegou a assinar uma ordem executiva proibindo que crianças e adolescentes detidos nas fronteiras fossem separados de seus pais, mas, na última semana, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do país confirmou que ainda havia 2.047 meninos e meninas nestas condições sob seus cuidados.